A Educação Criando Cidadãos


Teocentricidade

Teocentricidade

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a. Sua Glória
O Breve Catecismo de Westminster toma seu primeiro passo sobre as verdades cristãs, afirmando que “O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre” (Primeira Pergunta). È apresentado no texto abaixo aquilo que certamente reflete as Sagradas Escrituras: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.” (1 Cor. 10:31);

 “Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra.” (Sl. 73:25). Glorificar a Deus, ou buscar a glória de Deus é certamente um conceito bem central na fé Cristã. Mesmo assim, como muitas palavras e frases familiares, esse ponto não admite uma fácil explicação. Entretanto, isso é importante para nós termos uma boa noção bíblica do que realmente significa, porque isso nos leva ao âmago de nossa Fé, e sem dúvida, daquilo que Deus quer que conheçamos e façamos. Perceba que o Catecismo não faz uma pausa para provar a verdade que o mesmo explica; ele começa de uma só vez afirmando em extensos termos o que Deus é, e o que nós devemos a Ele é um coração contrito e entregue para sua glória e louvor. O que nós cremos e dizemos sobre o próprio Deus é o começo e o fim de toda palavra e moral. Asafe, no Salmo 73, confessa que a sua aflição só aumentarem quando ele se afastou de um humilde reconhecimento da verdade de todas as verdades: Deus é Jahvé, o nome pelo qual Ele se revela a Moisés na sarça ardente, significa “Eu sou”. Os teólogos têm uma palavra especial para esse tão “confuso” atributo de Deus que é apresentado aqui; eles tratam esse ponto como parte de sua característica. Ele somente é, por Ele mesmo, independente de qualquer outra coisa. Perceba a progressão na experiência de Asafe. Sua tentação era ver o mundo separado de Deus, com os fracos (vers. 3-11). Seu pensamento conduz ao ateísmo prático (vers. 12-14). Sua vida inteira, corpo e espírito, eram compreensivelmente devastados (vers. 4, 16, 21, 22). Mesmo, sua cura (restauração) necessariamente envolveria um novo e humilde comprometimento com a pessoa de Deus, como a experiência vivida por Jó (vers. 17-20). Deus é glorioso em si mesmo, separado de toda sua criação. Ele tem glória N’Ele mesmo. É sua própria glória, e ela é total, completa e perfeita. De fato, Deus foi revelado a Israel como “o Deus de Glória” (Sl. 29:3). Glória é o que faz D’Ele Deus , não há divindade sem glória. A palavra hebraica é shekinah, que se refere ao radiante esplendor de sua pessoa, a luz do ser de Deus. Você se lembra do pilar formado por uma nuvem branca durante o dia e um pilar de fogo durante a noite? Isto foi a manifestação de sua beleza, de seu ser maravilhoso. Todas as palavras serão insuficientes, tudo o que podemos declarar é que Deus é glorioso.

b. A Sua Salvação Triúna
Mas como nós, que estamos mortos em nossos erros e pecados, alcançamos este alto e digno objetivo? A resposta se encontra no fato de que o verdadeiro Deus, o Deus da Bíblia, que é triúno, se tornou nosso salvador. Quando enfatizamos que é o Deus triúno - Pai, Filho e Espírito Santo - que nos salva, a fé reformada diz claramente na essência da histórica Fé Cristã. Consulte, por exemplo, o antigo Credo Apostólico - a mais antiga confissão cristã, na qual você encontrará três seções, cada uma começando com uma expressão de fé em uma das três pessoas da trindade: “Deus o Pai todo poderoso, Criador dos céus e da terra... Jesus Cristo, seu filho único, nosso Senhor... [e] o Espírito Santo.” Nas seções que vem logo a seguir, nós resumiremos brevemente o ato salvador das três pessoas da Trindade.