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Perseverança dos Santos

Perseverança dos Santos

Perseverança dos Santos

 

 

Aqueles que são verdadeiramente salvos nunca se perderão.

Como temos visto até agora, os ensinos reformados têm uma visão de Deus muito mais enaltecida e uma visão sobre o homem, bem mais reduzida do que é comum entre os seres humanos. Não há dúvidas de que é por isso que a natureza humana não consegue aceitar a fé reformada, ao mesmo tempo em que o homem pode vir a concordar com teorias mais fáceis ou formas mais “aceitáveis” de cristianismo que são ensinadas.

 Não há dúvida de que é por isso também que Jesus disse a Pedro, assim que ele entendeu esse ensinamento, “Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus.” (Mateus 16:17). Nada além da poderosa e soberana graça de Deus pode fazer com que o ser humano aceite esse fato. Mas nós não devemos imaginar que o crente reformado é mais pobre por essa causa, porque o beneficio é muito maior do que o custo. Porque se ao homem pecador que ele reconheça que não pode fazer nada por si mesmo, isso o põe ao alcance de uma bênção incomparável: “Aqueles que Deus aceitou como seus amados... não podem nem totalmente ou finalmente cair de seu estado de graça, mas certamente irão perseverar íntegros até o fim, e ser eternamente salvos.” (CFW, XVII:1). Eles não podem “cair da graça” porque Deus traz a obra da salvação a um estado de perfeição que é exclusivamente Seu. E isso tudo é verdade, apesar de uma aparência (mas não realidade) de graça em hipócritas e as tendências ao pecado em verdadeiros crentes. Agora, como todos sabem, existem aqueles que parecem ter caído da graça. Eles parecem ter interesse em Cristo, mas então perdem todo e qualquer interesse N’Ele. Como então, pode-se perguntar, podemos ter certeza de que todos aqueles que são escolhidos por Cristo perseverarão na fé? A resposta é encontrada na Bíblia: “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos.” (1 João 2:19). Se os seres humanos fossem salvos por Deus, para depois se perderem novamente por causa de seus atos, então Deus seria um fracasso! E isso parece acontecer. Mas isso não acontece de forma alguma, porque “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.” (Filipenses 1:6). Todos aqueles que realmente pertencem a Ele “...pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo.” (1 Pedro 1:5). Este ato é de que se deve totalmente ao poder de Deus, e não à força vinda do crente; mesmo os cristãos verdadeiros não podem fazer nada por si próprios. Existe, pela criação e sustentação da graça de Deus, uma fé insaciável, um desejo por Deus no coração de cada verdadeiro crente, que é encorajado e capacitado para lutar o bom combate da fé, mantendo-se fiel até o fim. Como poderia Deus ser verdadeiramente Deus se Ele não aperfeiçoasse a boa obra, a qual Ele mesmo começou em nós?